Ok, ok, eu digo:
pinico!
***
Acaba, semana do demo!
Gizuis...
30 Junho, 2009
11 Junho, 2009
17 Março, 2009
Pra chamar de meu
Dorme em minha boca um desejo profundo, e na sua boca desperta.
Cálido.
Me transporto para o mais íntimo do meu ser e toco, num beijo, o mais íntimo do teu ser.
Na realidade que se desintegra, suor, saliva, lágrimas.
(Sal.)
Não há tempo, não há cercas, não há nada. Sincera intenção, almas.
Cálido.
Me transporto para o mais íntimo do meu ser e toco, num beijo, o mais íntimo do teu ser.
Na realidade que se desintegra, suor, saliva, lágrimas.
(Sal.)
Não há tempo, não há cercas, não há nada. Sincera intenção, almas.
16 Março, 2009
17 Fevereiro, 2009
(Nada) poeticamente insone
Segunda noite sem dormir.
Segunda noite que fecho o livro e ele não vai embora.
No escuro do quarto sinto o cheiro, o calor, o hálito que eu, tão somente eu, conheço (pois foi eu quem os determinou).
Vai dormir, eu-lírico! E leva junto este seu namorado louco de papel que não me dá sossego! Põe a mão nas minhas costas, a boca em meu ouvido, roça o nariz em minha face...
Entreguem-se em outro lugar e me deixem na paz branca e imaculada do sono! Que eu preciso descansar, preciso de carinho e preciso de realidade.
Segunda noite que fecho o livro e ele não vai embora.
No escuro do quarto sinto o cheiro, o calor, o hálito que eu, tão somente eu, conheço (pois foi eu quem os determinou).
Vai dormir, eu-lírico! E leva junto este seu namorado louco de papel que não me dá sossego! Põe a mão nas minhas costas, a boca em meu ouvido, roça o nariz em minha face...
Entreguem-se em outro lugar e me deixem na paz branca e imaculada do sono! Que eu preciso descansar, preciso de carinho e preciso de realidade.
12 Fevereiro, 2009
Poeticamente amante
Me apaixonei por um personagem! Ê coração errado... Ê coração errante!
E se foi meu eu-lírico quem se apaixonou, não eu? Será que existe licença poética para eu-lírico se apaixonar?
Fecho o livro e pufht!, ele se vai. Fora das páginas nada, necas, nem uma gotinha de suor.
Mas é pôr os olhos nas letras e lá está! Nas entrelinhas, nos parágrafos, notas de rodapé, capa e contracapa.
Que dor abandoná-lo na mesa de cabeceira...
E se foi meu eu-lírico quem se apaixonou, não eu? Será que existe licença poética para eu-lírico se apaixonar?
Fecho o livro e pufht!, ele se vai. Fora das páginas nada, necas, nem uma gotinha de suor.
Mas é pôr os olhos nas letras e lá está! Nas entrelinhas, nos parágrafos, notas de rodapé, capa e contracapa.
Que dor abandoná-lo na mesa de cabeceira...
07 Fevereiro, 2009
Brrrr
Confundindo o que sou, o que gostaria de ser, o que os outros acham que sou, o que eu acho que os outros acham que sou.
Bicho de sete cabeças barata meleca criança adultos braços curtos mundo grande quero tudo quero nada choro vela livro som grito partida riso fui fui fui.
Bicho de sete cabeças barata meleca criança adultos braços curtos mundo grande quero tudo quero nada choro vela livro som grito partida riso fui fui fui.
17 Janeiro, 2009
Pronto, o amor se estrepou
"Eu também andei bem errada, procurando quando devia só esperar. Aí meti a mão nas cumbucas erradas e me estrepei."
É isso aí, ó.
Agora eu não quero saber nem de mãos, nem de cumbucas.
Vou sonhar com Gael, Depp e companhia, enquanto o gelol faz efeito no meu coração.
É isso aí, ó.
Agora eu não quero saber nem de mãos, nem de cumbucas.
Vou sonhar com Gael, Depp e companhia, enquanto o gelol faz efeito no meu coração.
07 Janeiro, 2009
Desejo de ano novo
Emoções delicadas. Primeira semana do ano. Muito pouco aconteceu, e dentre esse muito pouco tudo pareceu muito, mais do que se é num ano comum.
A fumaça do incenso desliza no ar, minha alma junto, no ar.
Vontade de dançar a noite inteira com parceiros vários e amores tantos, sozinha no escuro da sala. Fazer do ano uma noite eterna... O coração à toa, cheio de expectativas e vazio de realidade.
Nunca mais acordar, nunca! Deixar o natal chegar e a vida estar assim, suave e doce breu.
A fumaça do incenso desliza no ar, minha alma junto, no ar.
Vontade de dançar a noite inteira com parceiros vários e amores tantos, sozinha no escuro da sala. Fazer do ano uma noite eterna... O coração à toa, cheio de expectativas e vazio de realidade.
Nunca mais acordar, nunca! Deixar o natal chegar e a vida estar assim, suave e doce breu.
04 Janeiro, 2009
O pânico de ser
Algo quer sair dos meus dedos! Não por entre, deles! Meus dedos vão parir! Deus meu.
Não sei se os permito, se deixo, se lavo minhas mãos e faço a ânsia passar. Tenho medo do que possa sair. Porque pode ser um anjo e pode ser um monstro. Ou um monstro com olhos de anjo.
...
Tenho muito muito medo de tudo o que pode existir dentro de mim. E medo de quando o que existe oculto em mim ganhar vida. Medo medo medo do que posso vir a ser. Da insegurança de mudar.
Deus, por quê você sempre está aqui? Por que não me abandona um pouco para que eu possa desistir ao menos um minuto de viver?
Eu não quero mais existir tanto! Eu quero a unção da ignorância! Dai-me a benção sagrada de ser só um grãozinho de areia no deserto.
Não sei se os permito, se deixo, se lavo minhas mãos e faço a ânsia passar. Tenho medo do que possa sair. Porque pode ser um anjo e pode ser um monstro. Ou um monstro com olhos de anjo.
...
Tenho muito muito medo de tudo o que pode existir dentro de mim. E medo de quando o que existe oculto em mim ganhar vida. Medo medo medo do que posso vir a ser. Da insegurança de mudar.
Deus, por quê você sempre está aqui? Por que não me abandona um pouco para que eu possa desistir ao menos um minuto de viver?
Eu não quero mais existir tanto! Eu quero a unção da ignorância! Dai-me a benção sagrada de ser só um grãozinho de areia no deserto.
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